Peter Diamandis lança prêmio de US$ 3,5 mi para sci-fi otimista

O fundador da Xprize, Peter Diamandis, anunciou o lançamento do Future Vision Xprize, uma competição de US$ 3,5 milhões voltada para cineastas que desejam retratar futuros mais otimistas. O objetivo central é desafiar a atual tendência de produções distópicas em Hollywood, que frequentemente exploram narrativas de calamidade, inteligência artificial maligna e colapso social.

Xprize founder Peter Diamandis launches new contest to manifest a new ‘Star Trek’

Diamandis, que atribui sua trajetória profissional à influência da série “Star Trek” durante a infância, defende que a ficção científica molda a percepção pública sobre a tecnologia. “Toda ficção científica que eu via pintava uma visão distópica. É sempre o fim, tudo dando errado por causa da tecnologia: robôs assassinos, IAs distópicas. Por que alguém iria querer viver nesse futuro?”, questionou o investidor.

Estrutura e incentivo ao otimismo

O prêmio conta com o apoio de nomes como Rod Roddenberry, filho do criador de “Star Trek”, o CEO da Salesforce, Marc Benioff, a investidora Cathie Wood, além de representantes do Google. O concurso busca incentivar histórias onde a tecnologia atua como uma força colaborativa e benéfica para a humanidade.

O cronograma da iniciativa é o seguinte:

  • Inscrições: Abertas em 9 de março e encerradas em 15 de agosto.
  • Seleção inicial: Participantes enviam trailers de três minutos para votação pública no YouTube.
  • Desenvolvimento: Jurados selecionam finalistas que receberão verba para produzir curtas de 10 minutos.
  • Anúncio dos vencedores: Previsto para 25 de setembro.

Premiação e produção

O grande vencedor receberá US$ 100 mil em dinheiro e US$ 2,5 milhões em financiamento para o desenvolvimento de um longa-metragem. Além disso, o projeto terá destaque na plataforma Future Vision Xprize e no site de financiamento coletivo Republic, com o intuito de captar entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões adicionais.

Embora Diamandis encoraje o uso de ferramentas modernas, ele faz um alerta importante sobre o uso de inteligência artificial: “Não quero um roteiro gerado por IA e um filme feito por IA sem o toque humano. A humanidade por trás da obra é essencial”.

Parceria com o Google

A iniciativa conta com o suporte do programa 100 Zeros, uma colaboração entre o Google e a Range Media Partners. O projeto auxilia cineastas a utilizarem tecnologias da gigante de buscas, como o modelo de geração de vídeo Veo e a ferramenta Flow.

Além dos patrocinadores iniciais, o fundo do prêmio foi reforçado por cerca de 15 CEOs mentorados por Diamandis, além de contribuições de Ben Horowitz (Andreessen Horowitz), Jed McCaleb (Ripple) e do ator Seth Green. A intenção é que o concurso se torne recorrente, transformando a sensação de incerteza social no que Diamandis chama de “mentalidade exponencial”.

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